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As vantagens em falar a língua do padeiro local: o boulanger francês

NIc Fontes dividiu com a Babbel sua experiência ao viver na França. Acompanhe a história divertida do autor do blog Diário de Navegador.

Escrito por Nic Fontes

Viver em uma cultura diferente daquela que fomos criados traz novos aprendizados todos os dias, boas risadas e até algumas enrascadas divertidas. Comigo não foi diferente. Durante meu intercâmbio para a França, em 2015, vivi histórias únicas que vou lembrar pelo resto da vida, incluindo uma situação embaraçosa que aconteceu nos meus primeiros dias no país.

Fale a língua do padeiro

Roupas de verão, roupas de outono, comidinhas para a viagem e muita disposição. Eu me sentia pronto para viver 6 meses da minha vida em Dijon, a cidade da mostarda na região francesa de Bourgogne!

Cheguei lá em um sábado e passei o dia em casa para arrumar minhas coisas. Decidi que no dia seguinte eu faria minhas primeiras compras de supermercado.

Acordei com muita fome no domingo pela manhã, com muita vontade de sair, experimentar comidas típicas francesas e praticar o idioma. Meu plano era encontrar padarias e supermercados abertos pela cidade.

Para minha surpresa, não havia muitos lugares abertos no domingo como no Brasil. Até mesmo as lindas boulangeries de lá estavam fechadas. Precisei andar bastante pela cidade, com a barriga roncando de fome até encontrar uma padaria muito bonita e lotada de gente. Deveria ser uma das únicas da cidade que abriam aos domingos e por isso os preços por lá eram meio salgados.

Mas na fome que eu estava, eu era capaz de pagar bastante por um pedaço de pão!

Depois de enfrentar uma longa fila, era finalmente a minha vez! Eu estava tão empolgado e com fome que pedi para a atendente a primeira coisa que me veio à mente:

“un baguette s’il vous plaît"

Então, você já percebeu onde eu errei?!

Exatamente, eu troquei artigos ao pedir o famoso pão de 90 centímetros. O certo seria “une baguette", já que a palavra “baguette" é feminina.

A atendente então, muito solícita e prestativa, por algum motivo entendeu que eu queria uma sacola com muitas baguetes. Com muita fome e vergonha e, sem falar francês muito bem, eu não tive como recusar! Levei pra casa uma pequena sacola de papel com pães gigantes pulando pra fora dela.

“Que constrangedor!", pensei.

Além de ser “o estrangeiro diferente" daquela cidade universitária, eu ainda teria que andar pelas ruas carregando aquele tanto de pão?!

“Meu Deus, vou chamar muita atenção com esses pães maiores que meus braços… que vergonha!"

Naquele momento eu até esqueci da fome!

Lá fui eu então, coloquei as baguetes debaixo do braço e peguei o train – metrô de superfície – de volta para minha casa em meio aos tão discretos franceses. Mas foi então que percebi algo espetacular.

Ao carregar baguettes gigantes pelas ruas, eu estava agindo como os moradores locais. Até então, eu nunca tinha sido tão francês! Eu nunca estive tão camuflado naquele país!

Foi naquele momento, no meu segundo dia em Dijon, que eu entendi que estava realmente na França.

O final da história?

Tive pão para comer até o final do intercâmbio! rsrs

Brincadeirinhas à parte, eu realmente tive que comer bastante pão na semana seguinte, mas fiquei feliz pelo aprendizado.

Guardo com carinho essa lembrança do meu primeiro dilema cultural em território francês, que hoje me rende boas risadas. Compartilho histórias como essa e aprendizados de viagem e cultura no Diário de Navegador e, sem dúvidas, a imersão cultural e o conhecimento em novos idiomas é a principal lição de toda a minha vida como viajante.