Como os funcionários da Babbel estão ajudando a traduzir o European Resistance Archive

Olly trabalha como programador na Babbel há quase nove anos, ou seja, praticamente desde a fundação da empresa. Como membro da equipe de engenharia, durante muitos anos ele esteve encarregado dos serviços de back-end, etapa em que se processam detalhes técnicos que, apesar de não visíveis para os usuários, são essenciais para o funcionamento do […]
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ESCRITO POR Olly Grimm
Como os funcionários da Babbel estão ajudando a traduzir o European Resistance Archive

Olly trabalha como programador na Babbel há quase nove anos, ou seja, praticamente desde a fundação da empresa. Como membro da equipe de engenharia, durante muitos anos ele esteve encarregado dos serviços de back-end, etapa em que se processam detalhes técnicos que, apesar de não visíveis para os usuários, são essenciais para o funcionamento do aplicativo. Atualmente, Olly é o responsável técnico da equipe de Novas Iniciativas Empresariais. No post a seguir, ele fala sobre seu compromisso com o European Resistance Archive (ERA) e como sua experiência na Babbel o ajudou a levar esse projeto adiante.

No verão de 2005, ao caminhar por uma antiga trilha de guerrilheiros nos montes Apeninos, na região italiana de Reggio Emilia, conheci diversas pessoas que haviam se engajado na luta contra os fascistas italianos e a ocupação nazista alemã. Conversamos sobre suas táticas de guerrilha, as lutas e as represálias que sofreram dos nazistas e fascistas. Um desses guerrilheiros foi Giacomo Notari, codinome “Willi”. No povoado de Bettola, onde em 24 de junho de 1944 soldados alemães mataram 32 civis, ele me contou:

“Aqui [os alemães] mataram um monte de gente… inclusive idosos e crianças. Eles faziam brincadeiras com os mortos e logo depois executavam as crianças. Não demorou muito para nos convencermos de que ‘precisávamos nos livrar daquelas pessoas’. E foi assim que vários de nós pegamos em armas e nos juntamos aos guerrilheiros.”

Durante o depoimento de Giacomo, pude ver a mesma determinação e a mesma coragem que esse senhor, agora com 78 anos, tivera quando adolescente.

ERA 07 hendrik mandelbaum krematorium 5Este foi apenas um dos momentos em que pude perceber claramente a importância que as testemunhas de uma determinada época têm quando se pretende transmitir uma história e mantê-la viva. Outras duas situações de que me lembro muito bem e que foram decisivas para mim nesse sentido foram a visita guiada que fiz com Emil Carlebach – escritor e político comunista que lutara na resistência contra o nazismo – ao antigo terreno onde se instalou o campo de concentração de Buchenwald, e a conversa que tive com antigos membros dos Piratas de Edelweiss sobre suas ações diretas contra a Juventude Hitlerista.

Infelizmente, porém, a maioria das testemunhas daquele período já faleceu — e dentro de poucos anos não haverá mais ninguém capaz relatar diretamente tudo o que viveu. É por essa razão que projetos como o European Resistance Archive (ERA) são tão importantes. Afinal, eles permitem que depoimentos históricos continuem acessíveis inclusive após a morte de seus narradores.

Antes da Babbel, eu trabalhei em uma pequena agência de internet e foi lá onde me envolvi com a concepção do ERA. O objetivo desse projeto é preservar as histórias e as memórias das pessoas que lutaram contra o terror nazista e fascista e torná-las acessíveis a todos por meio da internet.

O núcleo do nosso arquivo online consiste de 21 entrevistas em vídeo feitas com testemunhas da Polônia, da França, da Eslovênia, da Itália, da Áustria e da Alemanha. Além disso, oferecemos um panorama sobre os diversos movimentos de resistência surgidos em cada um desses países, de forma a fazer com que as entrevistas fiquem mais bem explicadas dentro de seu contexto histórico.

No ano passado, decidi tirar os três meses de sabático a que todos os funcionários da Babbel têm direito para rever o European Resistance Archive. Na época, fazia nove anos que esse projeto estava online (ele surgiu antes mesmo de que houvesse iPhones!) e precisava passar por uma revisão, já que muito de seus detalhes técnicos estavam obsoletos. Seus vídeos, por exemplo, não podiam ser reproduzidos em celulares. Meu objetivo era eliminar esses problemas e modernizar o projeto, permitindo que o site pudesse ser exibido em diferentes tamanhos de tela: desde as pequenas, como no caso de smartphones e tablets, até os monitores maiores, como os de televisão.

Depois de voltar para a Babbel, como muitos dos meus colegas de trabalho começaram a me perguntar sobre o ERA, decidi apresentar-lhes o projeto em uma das reuniões informais que costumam acontecer na empresa.

O feedback que recebi foi incrível: várias pessoas ofereceram ajuda para que o projeto pudesse ir adiante. Tendo em vista que o conteúdo completo do European Resistance Archive está disponível apenas em inglês (nem todas as partes do site contam com versões em outros idiomas) e como são muitos os tradutores, linguistas, professores de idiomas e designers instrucionais que trabalham na Babbel, decidimos que juntos faríamos as traduções que ainda faltavam.

Para tal, organizamos duas oficinas de tradução voluntárias entre nossos funcionários. Por enquanto, já traduzimos algumas legendas para o italiano e o alemão, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Todos aqueles que quiserem colaborar com o projeto e ajudar com a tradução ou a revisão de textos serão bem-vindos. A plataforma que usamos para as reunir as traduções do ERA está no Github (mais informações sobre como esse trabalho é desenvolvido podem ser encontradas no manual de instruções que criamos nessa página). Além disso, voluntários podem contribuir também com suas próprias entrevistas relacionadas ao tema.

Desde já, fico enormemente grato pelo apoio e pelo grande empenho dos meus colegas da Babbel. É muito bom ver os resultados que podemos alcançar quando pessoas de diferentes origens linguísticas e culturais e com diferentes experiências profissionais decidem fazer hora extra e trabalhar em conjunto com um objetivo em comum.

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Olly Grimm
Olly trabalhou na Babbel como desenvolvedor durante nove anos, praticamente desde a fundação da empresa. Como integrante do time de engenharia, era responsável pelos serviços de back-end, ou seja, se encarregava de todos os detalhes técnicos que os usuários da Babbel não veem. Mais tarde, trabalhou como líder técnico para a equipe de novas iniciativas de negócios.
Olly trabalhou na Babbel como desenvolvedor durante nove anos, praticamente desde a fundação da empresa. Como integrante do time de engenharia, era responsável pelos serviços de back-end, ou seja, se encarregava de todos os detalhes técnicos que os usuários da Babbel não veem. Mais tarde, trabalhou como líder técnico para a equipe de novas iniciativas de negócios.
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