Ficou doente? Como falar os sintomas em inglês

Ficou doente na sua viagem? No intercâmbio? Veja aqui como falar de doenças em inglês.
Escrito Por Gabriel B.
11/02/2020
Ficou doente? Como falar os sintomas em inglês

Ninguém curte ficar doente. Ok, talvez aquela gripe que fez você descansar em casa não tenha sido tão ruim assim. Mas, no geral, é sempre bom cuidar da saúde para não precisar fazer uma visitinha desnecessária ao hospital. Lembre da máxima an apple a day keeps the doctor away (uma maça por dia mantém o médico longe).

Mas, se você realmente precisar ir ao médico enquanto está viajando fora, ou se você está morando em outro país, como faz?

Não se desespere!

Dividimos esse texto em duas partes: a primeira com exemplos mais gerais de frases para usar no consultório e a segunda com nomes das partes do corpo e sintomas/doenças comuns.

Um pequeno recado: se você precisar de uma fonte de informação confiável e atualizada com frequência por profissionais de saúde, consulte o site do NHS, o serviço de saúde público do Reino Unido (link aqui).

Sintomas gerais

Comecemos com alguns sintomas não necessariamente relacionados com uma parte específica do corpo:

alucinação (hallucination)

calafrios (chills/shiver)

coceira (itch)

desidratação (dehydration)

erupção cutânea (rash)

febre (fever)

mal-estar (malaise)

tontura (dizziness/light-headedness)

transpiração (perspiration)

tremor (tremor/shaking)

vertigem (vertigo)

E como colocar esses sintomas em frases? Ao se referir a algo que em português normalmente utilizaríamos o verbo sentir (febre, calafrios, etc), e no inglês não é muito diferente:

  • I feel dizzy/feverish/shaky/dehydrated.
  • Eu me sinto tonto/febril/trêmulo/desidratado (no presente).

Mas tenha cuidado quando utilizar o presente simples para não deixar a impressão de que os sintomas são constantes. Por exemplo: I feel dizzy (Sinto-me tonto/Estou tonto) pode indicar que isso ocorre sempre e não apenas naquele momento específico. Para evitar esse problema tente “temporizar” o sintoma: I feel dizzy now (Sinto-me tonto agora).

Você também pode obter esse efeito imediato ao usar o verbo no gerúndio (com a terminação ing).

  • I am feeling dizzy/feverish/shaky.
  • Estou me sentindo tonto/febril/trêmulo/desidratado. 

Caso os sintomas tenham ocorrido no passado, é preciso, claro, dizer quando: 

Yesterday, I felt dizzy/feverish/shaky/dehydrated.
Ontem, me senti tonto/febril/trêmulo/desidratado.

Ai, está doendo! 

Em geral, procuramos um médico quando estamos com dor ou sentindo algum desconforto. Em termos linguísticos, isso já simplifica bastante as explicações, pois é possível usar frases muito semelhantes para diversos casos. Os exemplos abaixo podem ser modificados conforme a necessidade:

  • I have a very strong headache.
  • Eu tenho uma dor de cabeça muito forte.  
  • My head is hurting a lot.
  • Minha cabeça está doendo muito. 
  • My head hurts a lot.
  • Minha cabeça dói muito (cuidado aqui para não deixar a impressão de que isso é algo constante se essa não for a sua intenção).

Nestes casos, você pode manter a estrutura da frase e só trocar a parte do corpo. A primeira frase é mais adequada para expressar dor/desconforto com o termo exato. 

  • I have a very strong backache/stomachache/hungover
  • Eu tenho uma dor muito forte nas costas/estômago/ressaca.

Os outros dois exemplos podem ser usados para falar de partes do corpo. 

  • My head throat/belly/tonsils is/are hurting a lot.
  • Minha garganta/barriga/amígdalas está/ão doendo muito.

Você também pode dizer ao médico, de forma mais direta, o que acha que tem. Isso inclui desde resfriado até possíveis fraturas. 

  • I think I have a flu/sinusitis/an ear infection/conjunctivitis (ou pinkeye). Acho que estou com gripe/sinusite/infecção de ouvido/conjuntivite. 
  • I think my arm is broken. I think I have a broken nose.
  • Acho que meu braço está quebrado. Acho que estou com o nariz quebrado.

Com os modelos acima, você deve conseguir expressar os seus sintomas. Abaixo temos alguns nomes de partes do corpo e termos que serão úteis para dar mais detalhes a alguns casos.

Head 

Nesta região, estão alguns órgãos e partes mais propícias a problemas comuns, como conjuntivite ou rinite. Esse é o vocabulário essencial: amígdalas (tonsils), cabeça (head), dentes (tooth), forehead (testa), garganta (throat), gengivas (gums),  língua (tongue), mouth (boca), olhos (eyes), orelhas (ears), pescoço (neck) e seios nasais (sinuses).

Essa é uma pequena seleção de sintomas/doenças relacionadas à cabeça: 

  • Migraine/Enxaqueca 
  • Sinus infection ou sinusitis/Sinusite
  • Allergic rhinitis/Rinite alérgica 
  • Sore throat/Dor de garganta
  • Earache/Dor de ouvido
  • Toothache/Dor de dente
  • Stuffy nose (nasal congestion)/Nariz entupido (congestão nasal)

Arms and legs

As palavras mais importantes aqui são: antebraços (forearms), braços (arms), canelas (shins), coxas (thighs), panturrilha (calfs), pernas (legs) e pulsos (wrists).

Sintomas/doenças: 

  • Arthritis/Artrite
  • Edema/Edema
  • Numbness/Dormência
  • Osteoporosis/Osteoporose
  • Swelling/Inchaço
  • Ulcers/Úlceras
  • Varicose veins/Varizes

Hands and feet 

Esses são os nomes mais úteis desta parte do corpo: calcanhar (heel), dedos (fingers),  juntas dos dedos (knuckles), mãos (hands), palma da mão (palm), pé (foot), pés (feet), peito do pé (instep), sola do pé (sole), tornozelo (ankle) e unhas (nails). 

Sintomas/doenças: 

  • Blisters/Bolhas
  • Burns/Queimaduras
  • Sprain/Entorse
  • Ingrown nail/Unha encravada

Torso

Não se esqueça desses termos: axilas (arm pits), barriga (belly), clavícula (clavicle/collarbone), coluna (spine), costas (back), costelas (ribs), estômago (stomach), fígado (liver), intestino (gut), mamilos (nipples), ombros (shoulders), pâncreas (pancreas), peito (chest), pulmões (lungs), rins (kidneys), seios (breasts) e umbigo (belly button).

Sintomas/doenças:

  • Asthma/Asma
  • Back pain/Dor nas costas
  • Bronchitis/Bronquite
  • Chest infection/Infecção no peito 
  • Diarrhoea/Diarreia
  • Kidney stone/Pedra nos rins
  • Pneumonia/Pneumonia

Genitals

Puritanismo de lado, vamos aos termos desta região: ánus (anus), bumbum/bunda (butt), pênis (penis), vagina (vagina) e virilha (groin). Caso você tenha vergonha de dizer pênis e vagina (tudo bem, sem julgamentos!), pode usar somente a palavra genitals. Todo mundo vai entender. 

Sintomas/doenças: 

  • Chlamydia/Clamídia
  • Discharge/Corrimento 
  • Genital warts/Verrugas genitais
  • Gonorrhea/Gonorreia
  • Herpes/Herpes
  • STD/DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis)

Saúde mental 

Nem sempre os problemas de saúde estão relacionados somente com sintomas físicos. Por isso, vale a pena falar sobre saúde mental. Por exemplo, talvez você esteja se sentido sem energia e desanimada/o, o que podem ser sinais de depressão. Mas como explicar isso ao profissional de saúde? Essas são algumas sugestões:

  • Lately, I have been feeling down and low. Ultimamente, tenho me sentido triste e mal.
  • I think I might be depressed. Acho que posso estar deprimida/o.
  • I cannot concentrate anymore. Não consigo mais me concentrar.
  • I am sleeping too much/I can’t sleep. Estou dormindo demais. Não consigo dormir.
  • I have lost interest in things that used to give me pleasure. Perdi o interesse em coisas que costumavam me dar prazer.

Bom, esperamos que esse pequeno guia seja útil, mas tomara que você não precise usá-lo!

PS: Caso você não se sinta confiante para memorizar os seus sintomas, leve uma cartinha para o médico. Pode ser mais fácil explicar tudo no papel.

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Gabriel B.
Gabriel Bonis é jornalista, especialista em Direito Internacional para Refugiados e mestre em Relações Internacionais pela Queen Mary University of London. Ele passa a maior parte do seu tempo escrevendo sobre direitos humanos, ajudando refugiados a lidar com seus processos de asilo e estudando alguma língua nova. Atualmente, vive em Berlim. Siga-o no Twitter (@gbonis).
Gabriel Bonis é jornalista, especialista em Direito Internacional para Refugiados e mestre em Relações Internacionais pela Queen Mary University of London. Ele passa a maior parte do seu tempo escrevendo sobre direitos humanos, ajudando refugiados a lidar com seus processos de asilo e estudando alguma língua nova. Atualmente, vive em Berlim. Siga-o no Twitter (@gbonis).

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