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Como o Dia Internacional da Mulher me fez voltar a usar uma técnica para aprender um idioma

Feminismo, técnicas para aprender idiomas e uma conversa alheia ajudaram a nossa editora Camila, do time didático da Babbel, a expandir o seu vocabulário e ganhar fluência em uma nova língua. Ela conta como resgatou um truque fácil para aprender qualquer idioma.
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Como o Dia Internacional da Mulher me fez voltar a usar uma técnica para aprender um idioma

Sabe quando você acha que já conhece bem uma língua? Você entende o que as pessoas falam, assiste a filmes e séries sem precisar de legendas, se expressa sem esforço…

Eu achava que minha fluência em inglês era assim, até que algo inusitado aconteceu e eu percebi que ainda tenho muito o que aprender.
Outro dia eu estava no metrô, quando um grupo de três pessoas se sentou perto de mim e começou a conversar em inglês. O papo começou animado e trivial, mas de um momento para o outro o tópico mudou para algo mais sério. Uma das moças do grupo disse que em breve seria comemorado o Dia Internacional da Mulher, e que ela achava isso uma bobagem. Foi então que o casal que a acompanhava começou a falar sobre feminismo. Eu, que até então acompanhava a conversa, comecei a me dar conta de palavras que jamais tinha ouvido e a me questionar por que eu não conseguia entender muito sobre o papo.

O que aconteceu comigo naquele trem – a consciência da minha total ignorância do vocabulário sobre um tema – é mais comum do que se possa imaginar. Mas o que fazer em uma situação como essa?
Eu poderia ter esquecido o assunto, mas assim que eu cheguei em casa decidi retomar um hábito que tinha deixado de lado há muito tempo, mas que me ajudou muito a aprender inglês e alemão: voltar a escrever o meu “pequeno dicionário temático”.

O dicionário era formado por palavras selecionadas de acordo com um tema, explicações, traduções e frases de exemplo. Quando comecei a aprender inglês, toda vez que entrava em contato com palavras que não eram tão comuns nas aulas, ou um tema que me interessava em um filme ou em uma música, eu corria para o meu caderninho e criava uma página especial sobre o assunto. Infelizmente depois de um tempo eu acabei deixando esse hábito de lado.

Mas, ao retomar essa prática, dediquei uma página ao Dia Internacional da Mulher, porque foi a chegada do mesmo que me fez entrar em contato com palavras que eu desconhecia.
Como eu fiz? Primeiro escrevi as palavras que ouvi no trem, e depois acrescentei algo que achei na internet sobre o assunto. Em seguida, comecei a procurar significados e traduções, e no final tentei escrever frases usando os termos que separei, para poder me lembrar melhor deles no futuro.

Tema: Feminismo

Not my Nigel (cuidado: gíria não muito conhecida) – Expressão usada para descrever a reação de pessoas que defendem conhecidos, amigos ou familiares dizendo que os mesmos jamais seriam capazes de atitudes machistas.
Em português: Meu pai/amigo/etc.não!

Frase: Not my Nigel! He would never do that. It was just a joke.

Cisgender (frequentemente abreviado como “cis”) – Pessoa que se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento. Antônimo de transgênero.

Em português: cisgênero

Palavras relacionadas: ciswoman, cissexual

Frase: All these books were penned by cisgender authors.

Suffrage – Direito de voto.

Em português: sufrágio.

Frase: They were opponents to women’s suffrage.

Vindicate – Exigir algo (que lhe pertence).

Em português: vindicar.

Frase: They still have to vindicate equity.

Othering – Processo de enxergar ou retratar outra pessoa como diferente ou estranha.

Em português: (traduzido e utilizado por alguns como ‘outrização’) ainda não encontrado em dicionários.

Mansplain – Quando um homem acredita saber sobre a experiência de ser mulher e tenta explicar para ela algo que ela conhece melhor por experiência própria.

Frase: His response was classic mansplaining.

O legal desse processo é que muitas vezes acaba-se descobrindo ou reconhecendo o significado de palavras na sua própria língua. Outro resultado positivo é que o ato de escrever e a parte visual envolvida nesse processo ajudam a memorizar as palavras com mais facilidade. Além disso, a atenção dada a essas palavras acaba tornando mais fácil ouvi-las em outras ocasiões e perceber que elas aparecem com mais frequência do que imaginamos.

Minha sugestão: aproveite a próxima ocasião e comece a organizar seu próprio “dicionário temático” da língua que você está aprendendo.

Escrito por Camila Rocha Irmer

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Cursar Letras foi o resultado natural da paixão da Camila por ensinar e aprender. Depois de alguns anos dando aulas de idiomas, ela começou a trabalhar no departamento de Didática da Babbel. Para se conscientizar das dificuldades e benefícios de aprender novos idiomas, Camila decidiu voltar a estudar. O resultado dessa experiência foi tão positivo que ela quis compartilhar suas estratégias de aprendizado e ajudar outras pessoas escrevendo cursos para o aplicativo e artigos para a Revista da Babbel.
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