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Mostra de Cinema: explicamos as “quatro Suíças” para você entender o foco do festival

Acontece agora a 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, este ano, o foco do festival é a produção cinematográfica suíça. Desvendamos para você os quatro idiomas deste país tão diverso e rico culturalmente.

Escrito por Julie Krauniski

Ilustrado por Victoria Fernández

De 19 de outubro a 1º de novembro, acontece a 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Este ano, o foco do festival é a produção cinematográfica suíça. A seção traz longas contemporâneos, uma retrospectiva da obra de Alain Tanner e a exibição de curtas do animador Georges Schwizgebel.

Contudo, para entender o Foco Suíça, é preciso entender o país em si e seus idiomas. Explicamos as “quatro Suíças”, especialmente para os cinéfilos brasileiros:

Identidade Multilíngue

A identidade multilíngue da Suíça é um dos maiores patrimônios imateriais do país. É fascinante a forma como um país relativamente pequeno foi capaz de criar uma simbiose entre todos os seus quatro idiomas oficiais – alemão suíço, francês suíço, italiano suíço e romanche. Eles não carregam apenas identidades e culturas diferentes entre si, mas também são distintos de suas versões faladas na Alemanha, França e Itália.

A cultura de cada região é profundamente marcada pelo idioma. Quem desembarca de um trem em Genebra se sente em uma cidade tipicamente francesa. O cantão de língua italiana Ticino é repleto de piazzas e palacetes ao estilo italiano. Já as regiões alemãs não decepcionam quem imagina paisagens estereotipadas dos Alpes germânicos.

Alemão Suíço: a língua mais falada do país

A língua mais falada na Suíça é o alemão suíço, idioma de mais de 60% da população. Falantes do alemão padrão (Hochdeutsch) têm dificuldades para entender o alemão suíço (Schwyzerdütsch).

Os suíços, no entanto, aprendem o alemão padrão desde cedo na escola. Por isso, conseguem se comunicar com alemães, austríacos e outros falantes da língua sem problemas. Além disso, por não existir uma escrita universal dos vários dialetos, toda a comunicação escrita – leis, livros, jornais, etc. – é feita em alemão padrão. Isso explica por que a maioria dos suíços falantes de alemão chama o alemão padrão, ensinado na escola, de Schriftdeutsch (alemão escrito).

Produzido em alemão suíço, Mulheres Divinas (Die göttliche Ordnung), de Petra Volpe, é o destaque do Foco Suíça, da Mostra de Cinema. O filme, lançado este ano, concorre a uma vaga no Oscar.

Francês Suíço: o idioma de Genebra e Lausanne

O francês é o idioma da parte ocidental da Suíça, que é falado por cerca de 20% da população do país. As diferenças entre o francês suíço e o francês padrão, da França, são bem menores do que aquelas entre o alemão suíço e o alemão padrão.

Dessa região vem Alain Tanner, que terá sete filmes exibidos no Foco Suíça. Ele nasceu em Genebra, em 1929, e se tornou um dos mais importantes nomes do cinema moderno europeu ao protagonizar a renovação da cinematografia suíça.

Assista a um trecho de um de seus filmes, em francês, aqui: Messidor (1978), de Alain Tanner.

Italiano Suíço: a terceira língua mais falada

No sul da Suíça, ao longo da fronteira com a Itália, encontram-se os falantes de italiano suíço. São cerca de 350.000 pessoas que representam um pouco mais de 8% da população do país. O italiano suíço, assim como o francês suíço, pode ser compreendido por qualquer italiano ou estudante da língua com facilidade. Ele difere do italiano padrão por causa dos "calques" – frases que soam como traduções literais do francês e do alemão. Por exemplo: em italiano, "carteira de habilitação" é patente. Porém, em italiano suíço, eles dizem licenza di condurre, que é uma tradução direta do francês permis de conduire.

Dica da Babbel na Mostra de Cinema: EMMA (2017), de Silvio Soldini.

Romanche

Por último, mas não menos importante, o quarto idioma nacional da Suíça é o romanche – com somente 37.000 falantes. Essa população vive nas regiões mais remotas e montanhosas do sudeste suíço. Isso explica, em parte, como essa língua românica – repleta de empréstimos do vocabulário e da sintaxe alemã – conseguiu sobreviver até o século 21.

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