Como passar 24 horas em Oslo – um fim de semana na capital da Noruega

Nossa colaboradora Flávia foi até a Noruega descobrir o que o país tem de tão especial que fascina muitos pelo mundo afora. Confira no artigo as delícias da capital Oslo.
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Como passar 24 horas em Oslo – um fim de semana na capital da Noruega
Oslo, Noruega. Foto de Flavia Custodio Coe

Imagine uma cidade que respira arte, tem uma atmosfera tranquila e é cheia de personalidade. Lá também é possível comer bacalhau fresco, além de outros peixes deliciosos e típicos dos mares nórdicos. Esta é Oslo, a capital da Noruega, e a lista de motivos para amar essa parte da Escandinávia não para de crescer. A boa notícia é que, se você fala alemão, certamente vai entender bastante coisa escrita nos cardápios e nas ruas, assim o estranhamento com a língua não será tão grande. Mas se você não fala ou entende esses idiomas, não se preocupe! Não é difícil se comunicar em inglês por lá. As palavras que eu selecionei abaixo também vão ajudar você a descobrir algumas das melhores coisas que Oslo tem a oferecer.

Kunst (arte)

O Nasjonalmuseet, ou Museu Nacional, é um prato cheio para quem gosta de arte, ou kunst em norueguês. O Grito, em norueguês Skrik, obra mais famosa de Edvard Munch (1863 – 1944) – um dos artistas mais consagrados do país –, está lá, bem perto de outros nomes de peso, como Cézanne, Picasso, Rodin, que fazem parte da mostra permanente do museu.

Outra opção para quem gosta de arte e, principalmente, de Munch é visitar o museu dedicado à vida e obra do artista, o Munchmuseet, o Museu do Munch. Dei a sorte de encontrar a exposição Towards the forest – Knausgård on Munch, com curadoria de um dos meus noruegueses favoritos, o escritor Karl Ove Knausgård. Ele esteve na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, em 2016 para falar sobre sua série de livros autobiográficos A Minha Luta, ou Min Kamp em norueguês. Recomendo a leitura se você gosta de autobiografias. Achei impossível deixar o livro de lado, e precisei parar de ler um pouco para poder voltar à minha rotina. Tive também a sorte de vê-lo passeando por lá, o que fez a viagem valer ainda mais a pena.

Te (chá)

Outro ponto alto do Munchmuseet, além das obras do artista e da tentadora lojinha que aguarda na saída, ou Museumsbutikken, é o café local, Munchmuseets kaffebar. Como boa apreciadora de chá, fiquei encantada com a exatidão e o cuidado da atendente: ela preparou a água na temperatura certa para o chá verde japonês que eu escolhi, pesou em uma balança a quantidade exata de folhas para uma xícara e marcou o tempo necessário para a infusão. Aliás, te é a palavra norueguesa para chá.

Torsk (bacalhau)

Outro motivo para amar a Noruega é que o país é uma das fontes do nosso amado bacalhau, que em norueguês se chama torsk. Mas você não precisa se restringir a apenas esse peixe, pois a variedade é imensa. Eu nem comi bacalhau por lá, mas provei como entrada uma sopa de peixe incrível, preparada com uma deliciosa mistura de salmão, mexilhão, camarão, outros frutos do mar e legumes frescos. Essa sopa faz parte do cardápio de diversos restaurantes porque é tradicional no país, além de ser uma ótima opção para se esquentar nos dias mais frios. Como prato principal, pedi kveite, mais conhecido como linguado no Brasil. Se você tiver dúvida, não hesite em pedir o peixe recomendado pelo chef, o*kjøkkensjefens fiskeanbefaling em norueguês. Assim, você garante uma experiência gastronômica única.

Melkesjokolade (chocolate ao leite)

Ao lado do parlamento de Olso fica uma das lojas de chocolate mais antigas do país, a Freia Sjokoladebutikk. Além de uma seleção incrível de bombons finos, eles também oferecem diversas linhas mais populares, incluindo uma deliciosa versão norueguesa do famoso Kit Kat, conhecida como Kvikk Lunsj. Meu preferido, no entanto, foi um chocolate que se assemelha ao M&M’s de amendoim. Ele se chama M, é coberto de chocolate e tem um sabor que lembra muito o nosso amado brigadeiro. E é recheado com amendoins inteiros, ou peanøtt em norueguês. Mas se você é fã do bom e velho chocolate ao leite, é só pedir um melkesjokolade que você não vai se arrepender.

Operahuset (sala de ópera)

Uma das construções mais imponentes e interessantes que eu já tive o privilégio de conhecer, a sala de ópera da cidade, ou Operahuset, foi inaugurada recentemente e fica bem próxima à estação central. É possível interagir com a construção e chegar até o terraço caminhando pela fachada. Lá de cima, você pode apreciar a maravilhosa vista de Oslo e ainda fazer amizade com as lindas måker, as gaivotas que sobrevoam o local, finalizado em mármore branco. Ainda por cima, ao lado da Operahuset está sendo construída a nova filial central da Deichman, a biblioteca pública da cidade, que deve ficar pronta em 2018 e será a mais moderna da Europa. A biblioteca também vai contar com um cinema, espaços para workshops e até um restaurante entre outras atrações. Isso já se tornou motivo suficiente para planejar uma nova visita a Oslo em breve.

Mathallen (mercado de comida)

A palavra significa literalmente “mercado de comida” em norueguês, e o espaço se assemelha muito a outros mercados europeus como o Markthalle Neun em Berlim e o Borough Market em Londres. Lá é possível provar iguarias locais, como Geitost, o famoso queijo de cabra marrom típico da Noruega. Além disso, há chás, chocolates, uma variedade de sanduíches e peixes frescos, incluindo a tradicional sopa local que comentei anteriormente. O mercado pode até mesmo ser um bom local para comer sushi, preparado com o peixe fresco da região, como eu fiz. Também provei um sanduíche de pato que entrou para os melhores da vida!

Grünerløkka (bairro de Oslo)

É como se chama o bairro hipster da cidade, onde está concentrada grande parte das atrações mais jovens, como a feirinha Søndagsmarkedet på Blå e a rua Markveien, sobre as quais falo mais adiante. Além de uma arquitetura charmosa e vários cafés, a área é rodeada por pequenas lojinhas de designers, onde é possível comprar peças exclusivas e produzidas localmente.

Søndagsmarkedet på Blå 

Aqui também me lembrei muito de mercados como o Old Spiltafields Market, em Londres, mas em uma escala menor. Vários artesãos e designers de Oslo exibem e vendem suas peças no local. É possível encontrar desde bijuterias a objetos de madeira, cerâmicas, quadros, bordados, crochês e acessórios de lã, ideais para o inverno escandinavo. Tudo isso em uma atmosfera agradável, em um galpão localizado próximo ao rio Akerselva, que atravessa a região central da cidade e confere um clima bastante bucólico ao local.

Markveien (rua de Oslo)


Esse é o nome da rua que eu mais gostei em Oslo. Como fã de antiquários e lojinhas de artigos de segunda mão, fiquei enlouquecida por essa região. Nela é possível encontrar de roupas a brinquedos antigos, livros e outros achados incríveis. Não consegui me conter e trouxe duas louças norueguesas para casa, e também consegui garimpar uma linda faca de bolo de prata por uma bagatela de 7 euros. Quem gosta de objetos mais modernos também pode visitar a Søstrene Grene, uma lojinha de decoração em estilo escandinavo com preços bastante convidativos. Certamente você vai arrumar espaço na mala para trazer algum item dessa loja.

Grünerløkka Brygghus (bar em Oslo)

Comprar qualquer tipo de bebida alcóolica na Noruega pode deixar seu bolso bastante vazio. Prepare-se para pagar em média 8 euros por um copo com meio litro de cerveja local. Mas se você é cervejeiro de carteirinha e não quer abrir mão de degustar a bebida feita em Oslo, esse bar certamente é um dos melhores que você vai encontrar na cidade. Acho que foi o único lugar onde eu não vi turistas, o que geralmente é um bom sinal de autenticidade. Eles servem comida de bar – hambúrguer, fish and chips etc. – por um preço bastante atrativo e ainda produzem a própria cerveja. Aliás, cerveja em norueguês se chama øl e cervejaria, que lembra muito as palavras brewery em inglês e Brauerei em alemão, se chama bryggeri.

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