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Clube do livro: quem é Agatha Christie?

Segundo o Guinness World Records, obras da escritora inglesa venderam mais de 2 bilhões de exemplares em todo o mundo. Descubra quem é Agatha Christie e como ela pode ajudar você a aprender inglês.
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ESCRITO POR Gabriel B.
Clube do livro: quem é Agatha Christie?

Ninguém vendeu mais livros na história do que a inglesa Agatha Christie. Segundo o Guinness World Records, os mais de 70 romances policiais e coleções de contos da britânica foram comprados 2 bilhões de vezes! Ela também é a autora (entre homens e mulheres) mais traduzida: 7 236 traduções derivadas de seus textos.

É muita coisa, né? Mas não se perca neste mar de números! Temos mais informações interessantes para ajudar você a responder (no fim deste artigo) ao nosso questionário em inglês sobre quem é Agatha Christie! Assim você pode praticar interpretação de texto e tradução. 

Quem administra a obra de Christie vai além: garante que a escritora, que também publicou sob o pseudônimo de Mary Westmacott, é superada apenas pela Bíblia e pelo dramaturgo/poeta/ator William Shakespeare em número de exemplares comercializados.

Em comparação, a extremamente bem-sucedida franquia Harry Potter, de J.K. Rowling, vendeu “somente” 500 milhões de livros – embora os filmes do universo do bruxinho tenham gerado mais de 9,1 bilhões de dólares ao longo dos últimos 20 anos.

Talento precoce

Agatha Mary Clarissa Miller nasceu em 15 de setembro de 1890, em Torquay, no sudoeste da Inglaterra. Ainda que pertencesse a uma família abastada de classe média, foi educada em casa e, contra a vontade da mãe, aprendeu a ler sozinha aos cinco anos de idade. Apenas aos 15 anos, ela foi enviada a uma instituição de ensino formal para estudar canto e piano em Paris.

Longe da escola tradicional, a infância da escritora foi cercada por amigos imaginários – que alimentaram a sua criatividade. Christie nunca quis se tornar escritora, mas a sua primeira publicação ocorreu ainda aos 11 anos, quando um de seus poemas ganhou as páginas de um jornal de Londres. 

Na adolescência, destaca o site oficial da escritora, a inglesa já havia publicado diversos poemas no The Poetry Review e escrito vários contos. O começo na ficção, contudo, partiu de um desafio – a irmã Madge apostou que Christie não conseguiria escrever um bom romance policial. 

Então, durante a Primeira Guerra Mundial, Christie trabalhou em seu livro de estreia: O Misterioso Caso de Styles, no qual a escritora introduz o brilhante detetive belga Hercule Poirot (ele aparece em cerca de 25 obras da inglesa). O personagem investiga a morte de Emily Inglethorpe: como o assassino entrou e escapou do quarto trancado da rica mulher?

Naquela época, Christie era voluntária no Hospital da Cruz Vermelha, em Torquay, e trabalhava no dispensário (estabelecimento beneficente que oferece serviços médicos e remédios). Ali, ela adquiriu conhecimento sobre venenos, usando-os com maestria para descrever a arma do assassino do livro. Por isso, recebeu uma resenha no Pharmaceutical Journal, algo sem precedentes para uma obra de ficção.

O livro foi publicado apenas em 1920, depois de ser recusado por três editoras.

Em 1919, Christie deu a luz à filha Rosalind – fruto do casamento com Archie Christie, em 1914. Como Archie estava no campo de batalha na França, o casal passou a morar junto somente a partir de 1918. Eles se divorciaram dez anos depois. 

Em uma viagem ao Iraque, a escritora conheceu o arqueólogo Max Mallowan, com quem se casou em setembro de 1930.

Observadora assídua 

Agatha Christie escrevia sobre aquilo que via ao seu redor. Alguns de seus personages, revela seu site oficial, foram baseados em indivíduos do círculo de amigos e conhecidos de sua família. As observações da inglesa renderam descrições “dolorosamente precisas” da política e rivalidades locais.

Christie inspirava-se em situações cotidianas. O Inimigo Secreto (1922), seu segundo livro, surgiu de uma conversa que ela escutou em uma loja de chá. 

Nos anos 1930, a inglesa viveu uma época muito produtiva. Escrevia entre dois e três livros por ano, até mesmo em viagens com o marido para sítios de escavação no Iraque e na Síria. O Oriente Médio, inclusive, está presente em diversos livros como Assassinato no Expresso Oriente, Morte no Nilo e Morte na Mesopotâmia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Christie escreveu os clássicos Morte na Praia, Um Corpo na Biblioteca e E Não Sobrou Nenhum, o romance policial mais vendido da história (100 milhões de exemplares no mundo), sobre dez estranhos que vão sendo mortos um a um após aceitarem um convite para visitarem uma ilha.

Detalhes escritos em notas

Christie anotava em centenas de cadernos ideias que iam surgindo sobre histórias e personagens. Ela costumava planejar em detalhes o rumo da narrativa e pistas antes de começar a escrever. 

Segundo o seu genro, Anthony Hicks, a autora narrava as histórias em uma máquina chamada ditafone. Depois uma secretária datilografava o conteúdo e a avó de Hicks corrigia os textos. Antes do ditafone, Christie escrevia à mão, alguém digitava o texto e o revisava.

Christie dizia que seus livros favoritos costumavam variar conforme os relia. Em 1972, contudo, ela listou Noite Sem Fim como o seu preferido “do momento”. Entraram na lista também E Não Sobrou Nenhum e O Assassinato de Roger Ackroyd. 

Os livros da romancista ganharam dezenas de versões em filme e televisão. Assassinato no Expresso Oriente, por exemplo, teve adaptações em 1974 e 2017. Morte no Nilo chegou aos cinemas em 1978 e E Não Sobrou Nenhum virou série na BBC (2015) e na rede de televisão norte-americana ABC (2017).

A escritora morreu em 12 de janeiro de 1976, ao 85 anos. 

O que ler? 

As obras de Agatha Christie, com suas descrições precisas, são uma excelente opção para adquirir vocabulário sobre cenários, crimes e linguajar “jurídico”. Veja este trecho de E Não Sobrou Nenhum: “All I have done is to protect the jury against the emotional effect of emotional appeals by some of more emotional counsel. I have drawn their attention to the actual evidence.” 

E não há como ter preguiça de ler! E Não Sobrou Nenhum tem pouco mais de 200 páginas. A história mais curta (e eletrizante) ajuda um pouco quem ainda não possuem muita fluência no idioma a não se desconectar.

Para quem quiser começar a ler em inglês ainda mais aos poucos, Christie tem diversos contos curtos – é possível terminá-los em 30 minutos! O livro Poirot Investiga, por exemplo, traz 14 histórias com o detetive belga solucionando casos (mas é possível comprá-los em e-books separadamente). 

Prestou atenção no texto? Busque no artigo as respostas para o questionário em inglês. Boa sorte, ou melhor good luck! 

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