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Como aprender inglês e espanhol pode mudar a sua vida

Todos sabemos que inglês muitas vezes não é mais diferencial, é regra. Aprender um terceiro idioma adiciona não só mais uma habilidade no seu currículo, mas também triplica as chances de você ter experiências maravilhosas em outra cultura.
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ESCRITO POR Breno Pessoa
Como aprender inglês e espanhol pode mudar a sua vida

Eu não me lembro como e quando comecei a aprender espanhol exatamente. Porém, uma imagem que tenho muito clara é a de estar na praia em Barcelona acompanhado de um amigo brasileiro e vê-lo interagindo com os espanhóis de maneira natural, como se ele pertencesse ali. O idioma o conectava à cultura e às pessoas num nível absolutamente diferente do meu, que por mais que eu tentasse arranhar no portunhol, não ultrapassava o status de turista. Penso que foi naquele momento em que decidi que eu iria aprender espanhol. Faz muito tempo.

Os primeiros passos 

Em Londres, a empresa que eu trabalhava oferecia cursos de idiomas para profissionais de marketing. Havia uma seleção, e o que mais me atraíam eram os cursos de francês e espanhol. Fiz o teste de nível e para minha surpresa pulei o básico no espanhol – acho que a semelhança entre os idiomas e o nosso portunhol nos coloca em posição de vantagem em relação aos outros. Logo, estava estudando com pessoas de diversos países que falavam melhor e mais corretamente que eu. Era uma fase engraçada, o meu entendimento do idioma era muito superior ao deles, porém, eu não sabia falar, conjugar ou ordenar as frases corretamente. Este foi o primeiro foco e, claro ir pouco a pouco descobrindo as palavras que eram diferentes, como vermelho e rojo, corredor e pasillo, cabeleireiro e peluquería.

Após 6 meses de estudo, o meu espanhol já era melhor do que o de muitos da turma, em sua maioria ingleses e europeus, e eu já me comunicava bem mais para “nhol” do que para “portu”. Meses passaram sem muito contato com o idioma até que por uma dessas viradas do destino eu fui morar em Buenos Aires. Daí, tudo mudou.

O espanhol de Buenos Aires e a imersão cultural

Nos três primeiros meses eu sofri. De verdade. As expressões e o sotaque argentinos são muito diferentes do espanhol da Espanha, e às vezes até palavras básicas como o número 12 são difíceis de entender. O argentino fala 12 com o final mais mudo, o som se assemelha ao número 2. E fala o duplo L como um CH, entre outros.

Por mais que o sotaque me encantasse, após horas de conversas ou aulas na La Escuelita (Escuela Superior de Creativos Publicitarios), o meu cérebro estava cansado, com o sotaque, com a aquisição massiva de vocabulário, com a vida em outro idioma, um terceiro idioma. Eu estava aprendendo tanto espanhol, mas não me dava conta porque com o cérebro cansado, concentrado em entender, eu falava um tanto devagar.

Só no quarto mês, quando algum “clique” aconteceu, o espanhol fluiu. Mas então, a imersão cultural e o contato diário com o espanhol realmente se mostraram. Eu me sentia tão integrado, e como o meu amigo em Barcelona, eu neste momento “fazia parte”.

Empregos e outras viagens

Foi tudo muito rápido desta vez. Ao voltar de Buenos Aires, em 5 meses havia uma proposta de emprego – U-huu! Ao conversar com o recrutador, percebi que ele se mostrava bastante interessado que eu participasse do processo, um tanto mais do que o normal. Após alguns minutos de conversa, ele confessou: não estava sendo fácil encontrar profissionais trilíngues, com a combinação português, inglês e espanhol.

Foi a primeira vez que me dei conta de que tinha uma vantagem competitiva e poucos concorrentes. Eu era trilíngue, como poucos. A seguir, a vida me trouxe para a Alemanha e parte dos meus benefícios atuais é viajar a negócios para a Argentina, Brasil e México.

O enriquecedor destas viagens e contatos é entender o outro com um olhar peculiar nosso e desmistificar conceitos, ver além, mergulhar em culturas próximas à nossa e entender o mundo um tanto mais. Seja numa excursão para as Pirâmides de Teotihuacan, num mergulho em Cozumel, numa reunião num prédio da WeWork na Cidade do México, revisitando amigos em Palermo, tomando uma Quilmes em Puerto Madero ou acompanhando as reviravoltas da economia argentina após a eleição de Macri, a sensação é de que o meu mundo se expandiu, se multiplicou e tudo isto apenas é possível porque eu aprendi espanhol.

É tão óbvio e ao mesmo tempo tão surpreendente como idiomas conectam, chaves de acesso para novos amigos, livros, filmes, empregos, cidades. De repente, toda uma avalanche de oportunidades se abre e nunca mais se fecha.

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Breno Pessoa
Breno Pessoa é formado em Comunicação Social pela UCSal e fez mestrado em Marketing Internacional pela Roehampton University. Após períodos em Londres, Buenos Aires e Munique, agora reside em Berlim. Viajar e aprender idiomas estão entre os seus passatempos favoritos, além de observar pessoas e escrever. Foi redator publicitário, atuou por algum tempo com transcriação de propagandas e escreveu contos, uma seleção deles publicada pela editora 7Letras na Coleção Rocinante. Desde junho de 2015, integra a equipe da Babbel.
Breno Pessoa é formado em Comunicação Social pela UCSal e fez mestrado em Marketing Internacional pela Roehampton University. Após períodos em Londres, Buenos Aires e Munique, agora reside em Berlim. Viajar e aprender idiomas estão entre os seus passatempos favoritos, além de observar pessoas e escrever. Foi redator publicitário, atuou por algum tempo com transcriação de propagandas e escreveu contos, uma seleção deles publicada pela editora 7Letras na Coleção Rocinante. Desde junho de 2015, integra a equipe da Babbel.
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