O que é a linguagem coloquial e formal

Dependendo do contexto, utilizamos maneiras diferentes para enviar uma mensagem. Entenda quando, por exemplo, usar gírias faz sentido, ou quando seguir as regras gramaticais é uma opção “melhor”.
A mulher explica quando usa linguagem coloquial e quando usa linguagem formal

A linguagem é um sistema utilizado para comunicar uma mensagem, que pode ter várias formas como escrita, fala, pinturas, músicas, entre outros símbolos. A maneira como a usamos depende do contexto. Neste sentido, no português (e em outros idiomas) temos duas formas comuns de abordá-la: a linguagem formal e a coloquial. 

Mas o que é a linguagem coloquial e formal? De forma simplificada, a linguagem formal refere-se ao uso “culto” da língua. Ou seja, o emissor segue as regras gramaticais, a pronúncia clássica e clara das palavras, utiliza um vocabulário amplo e, quando necessário, complexo. Já a linguagem coloquial (ou informal) aceita variações da norma culta, como o uso de gírias, palavras encurtadas, “palavrões”, regionalismos, conjugações verbais incorretas na norma culta, palavras inventadas, etc. Em outras palavras, ela é repleta de espontaneidade e adaptações linguísticas que contribuem para a evolução natural do idioma. 

Linguagem formal e coloquial: exemplos

Quando utilizar a linguagem coloquial formal e a informal? Novamente, a resposta depende do contexto. Em geral, a norma culta é usada em situações nas quais um certo grau de formalidade existe. Por exemplo, quando o emissor se comunica com um entrevistador durante um processo de seleção para um emprego, ou durante uma conferência acadêmica. A linguagem coloquial, por outro lado, costuma ser mais presente em relações cotidianas, como em conversas (seja por meio da fala ou, por exemplo, de aplicativos de mensagens) com amigos e familiares. 

Outros exemplos do uso da linguagem coloquial são quando o emissor aborda pessoas com cargos/títulos importantes (líderes religiosos, membros do parlamento, juízes, professores), documentos oficiais (certidões de nascimento/casamento/divórcio, processos judiciais, teses/artigos acadêmicos), redações em concursos públicos ou vestibulares, apresentações/reuniões profissionais, ou na comunicação com alguém mais velho ou com quem não temos (ou não desejamos ter) um relacionamento mais próximo. 

Já a linguagem coloquial costuma aparecer em diálogos entre pessoas com certo grau de intimidade, mensagens em chats (por sinal, um ambiente no qual é comum o surgimento de novos termos/palavras e a preferência pela contração de palavras como forma de simplificar a mensagem – normalmente escrita), redes sociais, músicas, e alguns textos literários que buscam representar ou se aproximar da maneira como nos comunicamos em situações cotidianas (essa linguagem aproximada da realidade é a base da obra de escritores consagrados, como José Saramago, cuja prosa escrita sequer utiliza pontuações, justamente como se daria a comunicação por fala entre seus personagens na vida real). 

Exemplos práticos da linguagem formal e coloquial 

Você ainda tem alguma dúvida sobre como usar essas duas formas de linguagem? Não se preocupe! Preparamos abaixo algumas frases para te ajudar a entender esse tópico um pouco melhor. 

Linguagem formal: 

  • O senhor tem horário marcado para se reunir com a/o professor/a? 
  • Conforme discutido na reunião desta manhã, segue a minuta com os temas nos quais cada equipe deverá focar seus esforços nos próximos dois meses. 
  • A senhora teria interesse em testar outros modelos de laptops para decidir qual seria a melhor opção para as suas necessidades? 
  • Como podemos ver no gráfico número cinco, as vendas de produtos digitais apresentaram uma queda de 15% no último trimestre de 2023. 
  • Neste artigo, discutirei como o aumento da temperatura global mediana nos últimos 10 anos tem afetado as colheitas de arroz no norte do país.  

Linguagem cotidiana: 

  • Opa, mano, como cê tá? Cê viu o jogo ontem?
  • Cara, tô cansado demais hoje. A gente se vê outro dia. 
  • Tava rolando uma manifestação gigante hoje de tarde na Avenida Paulista. 
  • Nóis vai hoje fazê uma compra no centro da cidade. Cê qué vi com a gente? 
  • Afê, esse cara é muito zuado e sem noção. 

Os exemplos acima apresentam um pouco do contexto do uso da linguagem coloquial e formal, mas é importante ressaltar que a maneira como o emissor utiliza a língua é pessoal e ninguém deve ser criticado por como se comunica. 

Seja pelo formato coloquial ou formal, o objetivo da comunicação é enviar uma mensagem e, ao menos, tentar garantir que ela será compreendida pelo receptor. Caso essa mensagem tenha uma estrutura perfeita, conforme as normas gramaticais, ou não, é um aspecto secundário se o objetivo da mensagem for atingido. Em outras palavras, o preconceito linguístico – normalmente dirigido contra usuários da forma coloquial – não é compreensível em nenhum contexto.

Descubra mais artigos interessantes da revista:

👉 Um guia para o uso de Mr., Miss, Mrs. e mais formas de tratamento em outras línguas

👉 Línguas proibidas: Há algum idioma que não pode ser falado?

Descubra o mundo graças aos idiomas. Aprenda com jogos, podcasts, aulas ao vivo e muito mais no app da Babbel.
COMECE AGORA!
Compartilhar: