Por que a Babbel está entre os melhores apps para aprender inglês? Quem responde é Vitor, nosso especialista em idiomas

Qualquer pessoa pode aprender um novo idioma. O primeiro passo é ter motivação, e o resto, explicamos aqui como o app da Babbel pode ajudar.
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Por que a Babbel está entre os melhores apps para aprender inglês? Quem responde é Vitor, nosso especialista em idiomas

Desde que comecei a trabalhar na Babbel, não me canso de explicar, com paciência, o que é o nosso produto, que é considerado um dos melhores apps para aprender inglês.

Funciona aprender com a Babbel? É um tradutor? Um Duolingo que paga? Aplicativo de quê?

Foi pensando nessas dúvidas, que nós da edicão on-line das revistas da Babbel (lembrando, a revista existe em 6 idiomas!), escrevemos diversos artigos para apresentar de forma clara o nosso app, e também para mostrar um lado mais humano por trás dos nossos cursos, afinal, trabalhamos muito para que todo mundo possa entender que para aprender um idioma não é necessária nenhuma habilidade especial. E, ter motivação é o primeiro passo.

Motivação. Parece que esse é o maior desafio para quem quer sair falando um novo idioma em 2019. O que faz você querer aprender? O que move a sua pessoa, lá no fundo do coração, a querer aprender mesmo um novo idioma?

Pensando nestas questões, fizemos um vídeo com a poliglota Myra (que por sinal, é um sucesso essa mulher!), justamente dando exemplos de como poliglotas que já vez foram pessoas monolíngues, aprenderam tantos idiomas.

Sabemos que motivação é o primeiro passo, mas, e o resto? Para isso, entrevistei o Vitor Shereiber, gerente de projetos no departamento de didática que cria cursos de português e localiza cursos para quem aprende outros idiomas a partir do português. Ele, como brasileiro e também poliglota, conta como os nossos cursos são desenvolvidos e localizados para falantes de português, e como o nosso app pode ajudar, e muito, você a, de fato, aprender um novo idioma.

1. Como são criados os cursos da Babbel? Como são levadas em consideração as dificuldades dos brasileiros em relação a dos alemães, por exemplo?

A criação de um curso novo é um processo complexo que envolve uma série de equipes. Primeiro, decidimos qual será o tema do curso. Essa decisão é baseada na nossa experiência como professores de idiomas, nos comentários que recebemos de quem aprende com a gente, nas pesquisas do departamento de marketing etc. Depois, começamos a produção em si. A produção de cada lição pode levar até um mês, pois compreende a produção de um rascunho inicial, revisão de diferentes colegas, busca de imagens, gravação de sons etc. Ao final desse processo, o curso fica pronto… para uma combinação de idiomas. Os cursos de português, por exemplo, costumam ser feitos primeiramente para quem aprende a partir do alemão.

É só depois dessa etapa que começamos a chamada localização, que nada mais é que a tradução dos cursos para usuários falantes de idiomas. É durante essa fase que ocorrem a maioria das adaptações. Falantes de alemão que aprendem português, por exemplo, precisam de certas explicações que podem soar redundantes para falantes de espanhol. Essas são as questões discutidas pela equipe de localização. Ao final, aquela lição de português que demorou um mês para ser feita para o alemão precisa de pelo menos mais um mês para ficar pronta para os demais idiomas. Quem vê a lição pronta pode não perceber, mas o tempo e a quantidade de profissionais envolvidos na produção de cada lição são enormes!

2. Nós falamos muito sobre “construir um hábito” na hora de estudar um novo idioma. Como você pensa a criação dos cursos tendo em mente a nossa máxima de que 15 minutos por dia é o tempo ideal para aprender um novo idioma ?

Aprender um idioma exige tempo. Entretanto, os estudos científicos sobre o assunto são praticamente unânimes em afirmar que mais vale aprender pouco todo dia que passar horas a fio estudando, mas só de vez em quando. Ao produzir um curso, temos um currículo, uma espécie de lista contendo tudo o que o usuário deve aprender em cada nível de aprendizado. Em seguida, dividimos esse conteúdo em lições. Para tal, buscamos combinar gramática e vocabulário de modo eficiente e, como você já disse, sempre atentamos para a duração total de cada lição. Nosso aplicativo é feito para ser usado no celular, no ônibus ou na fila da padaria. A chance de aprender está ali, literalmente na palma da mão.

O segundo passo, como você citou, é construir o hábito. A forma mais eficiente, nesse caso, é criar um trigger, ou seja, uma situação que você sempre possa usar para aprender. Por exemplo: “quando eu entrar no ônibus, eu aprendo 10min”, “chegando em casa, só ligo o computador depois de estudar 15min”, “depois do almoço, só ganho a sobremesa se estudar 20min”. Você viu que, nos meus exemplos, eu falei de 10, 15 e 20min? É porque o hábito chega a ser mais importante que a duração das sessões. Cada um tem a sua agenda e as suas prioridades. Em vez de desistir de aprender por falta de tempo, melhor ir com mais calma e aproveitar o tempo que temos de forma eficiente.

3. Como são elaborados os cursos da Babbel? Como se inicia a pesquisa de temas e quais pontos gramaticais são considerados relevantes para nossos estudantes?

O processo de produção de cursos é longo e envolve diversas equipes. Primeiro, avaliamos o que já temos, o que compõe o currículo padrão de cada idioma e o que foi solicitado por nossos usuários. Depois, decidimos o tema e o formato do curso. É a partir daí que começa a produção de fato: escrevemos exercícios e diálogos, gravamos frases, procuramos imagens etc. Ao final desse processo, o curso está pronto para uma combinação de idiomas. No caso do português como língua estrangeira, sempre faço os cursos pensando nos usuários falantes de alemão.

Quando o curso está pronto, vem uma outra etapa extremamente importante: a localização. Eu explico: quando eu ensino português para falantes de alemão, eu tenho explicar várias coisas detalhadamente, porque o português e o alemão são dois idiomas muito diferentes um do outro. Quando eu preparo esse mesmo curso para um falante de espanhol, eu não preciso entrar em tantos detalhes assim, porque português e espanhol são muito mais parecidos. Isso é o que nós chamamos de localização, que nada mais é do que uma tradução adaptada para as necessidades do público-alvo. Usamos nossos conhecimentos linguísticos e nossa experiência didática para que o conteúdo de cada curso seja feito sob medida para cada grupo de usuários.

4. Você acha que as pessoas no Brasil têm disciplina para aprenderem sozinhas? Como, sendo um especialista em didática, você acha que pode ajudar na hora de construir um hábito de estudo ou até mesmo criar os cursos para os nossos estudantes no Brasil?

Claro que tem! Em algumas das pesquisas que realizamos em vários países, brasileiros se destacam por serem abertos a plataformas de ensino on-line e por saberem aproveitar cada oportunidade para avançar no aprendizado. Não é de se espantar. No Brasil, muita gente trabalha e faz faculdade ao mesmo tempo, às vezes tendo que passar horas no trânsito em cidades grandes ou transitando regularmente de uma cidade a outra. Ou seja, temos grande disposição para aprender e, ainda que involuntariamente, temos um tempo no nosso dia a dia que pode ser empregado de forma produtiva. É por isso que eu acredito que o aplicativo da Babbel é excelente para as pessoas no Brasil: por um preço acessível, você tem no seu celular uma forma excelente de tirar proveito dos inúmeros momentos de espera do dia a dia.

5. Alguma outra dica, consideração?

Por sermos um país grande com uma população estrangeira relativamente pequena, pode parecer que aprender um outro idioma seja algo secundário. Afinal, para que eu iria fazer esse esforço se vou continuar falando português 99% do tempo? Quando eu comecei a aprender alemão na faculdade, eu nem sonhava que um dia iria morar e trabalhar na Alemanha. Para mim, era mais um hobby, não tinha planos concretos com o idioma. Olhando para trás, eu vejo quantas portas o alemão me abriu. Por isso, não pense que idiomas estrangeiros são somente algo interessante ou um detalhe a mais no currículo. Eles podem abrir oportunidades com as quais você nem sonhava.

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