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O que é que a Alemanha tem: Casamentos

Casamentos na Alemanha são iguais aos do Brasil? Sarah e Vitor conversam sobre como, na Alemanha, alguns costumes são bem diferentes dos nossos.

Escrito por Sarah Luisa Santos

Quando eu comecei a entender um pouco mais de alemão, passei a ver TV com mais frequência. Um dos programas que eu me divertia muito ao assistir era o Vier Hochzeiten und eine Traumreise (4 casamentos e uma viagem dos sonhos).

Comandado por um dos mais conhecidos Hochzeitspläner (cerimonialista de casamentos) da Alemanha, Frank Matthée, o programa é basicamente uma competição entre noivas (e noivos, no caso de um casamento gay) – die Bräute – para ver quem tem o melhor casamento. A vencedora ganha uma viagem dos sonhos, ou seja, a lua-de-mel.

Apesar de ser um tema que nem todo mundo pode gostar, ou até achar meio fútil, nesse programa eu vi claramente algumas diferenças culturais entre Brasil e Alemanha. A primeira delas foi em relação aos núcleos familiares, para ser específica, o tamanho das famílias. Os casamentos, pelo menos os do programa, raramente tinham muitos convidados, a festa se resumia a amigos íntimos e pessoas da família. As festas, portanto, são bem menores e a ostentação não tem muito vez, chegando até a ser um pouco deselegante.

Vale lembrar que a Alemanha passou por duas guerras mundiais, portanto, desperdício a gente raramente vê por aqui! (A história do país altera a forma como sua população vive).

A falta de pompa também é transferida para o vestido de noiva e o Dia da noiva. Nos programas a que assisti, os vestidos não eram caros, as noivas se arrumavam em casa sem muito luxo, algumas tinham uma maquiadora ou amiga que ajudava na produção, mas era só. Praticidade era a palavra-chave, o que mostrou para mim um pouco da mentalidade da mulher alemã, que admito em um primeiro momento ter confundido com falta de vaidade, mas hoje acredito que as prioridades aqui são outras.

Outra coisa que me chamou muito a atenção foram as locações dos casamentos. Alguns aconteceram em lugares bem legais, como uma casa de campo no interior da Alemanha com vista incrível para as montanhas, mas outros a locação era simplesmente a casa da noiva ou algum restaurante ou "garten" da cidade onde o casal morava.

Como falei no podcast com o Vitor, sair da rotina não é algo muito comum por aqui, mas quando o assunto é casamento, o orçamento também pode influenciar – e muito – nessa decisão. Fica difícil saber se as pessoas realmente escolheram a opção mais "segura" ou se faltou mesmo verba para fazer uma festa mais elaborada.

Com relação à comida, em todos os casamentos havia um buffet, e os convidados se serviam do que quisessem. Sem neuras e para todos os gostos.

Como vocês podem ver, assisti a talvez muitos episódios desse programa (risos), e outra observação interessante são as críticas entre as noivas. Claro que como elas estavam participando de uma competição, iriam fazer comentários negativos sobre o casamento das outras, mas a riqueza de como elas faziam as análises dos casamentos era impressionante. Vale lembrar que o idioma alemão permite ser muito mais especifíco, já que em alemão é possível se criar novas palavras a partir da união de dois termos.

Deixando de lado as praticidades linguísticas, ainda no quesito críticas, uma situação não tão legal aconteceu em um episódio do programa: uma das noivas até chorou, já que não fazia ideia de que seu casamento, que para ela foi um dos dias mais especiais de sua vida, tivesse tantas "falhas" (as noivas podem assistir depois aos comentários umas das outras). O apresentador, famoso por seus comentários ácidos, até saiu em defesa da noiva magoada, afinal, algumas coisas são realmente desnecessárias. Competição é legal, mas com respeito. (Lembra do podcast sobre elogios na Alemanha?)

Casamentos à parte, o meu objetivo com esse post é mostrar que aprender um idioma vai muito além de apenas decorar casos gramaticais. Conhecer a cultura e os costumes também facilita na hora de interagir com as pessoas, de fazer amigos e de criar laços mais duradouros.

É sempre muito interessante ver que o mundo é muito maior do que a gente pensa, e que, às vezes, as celebrações são organizadas de formas que nunca imaginaríamos – ou pelo menos bem diferente do modo como fazemos em nosso país.

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