O que fazer no primeiro encontro? A etiqueta do “date” em diferentes culturas

Aquele frio na barriga na hora do primeiro encontro é comum para todo mundo, mas até você conseguir esse primeiro encontro, será que o flerte também é o mesmo ao redor do globo? Veja aqui como namorar em algumas partes do mundo.
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ESCRITO POR Joriam Philipe
O que fazer no primeiro encontro? A etiqueta do “date” em diferentes culturas

“Não ligue no dia seguinte, você vai parecer desesperado!” — foi o que a minha amiga italiana me disse quando perguntei o que fazer depois do primeiro encontro. Eu já tinha ouvido esse conselho no Brasil, mas o jeito que ela falou foi bem mais grave. Perguntei se ela estava falando sério e ela me disse que nunca, nunca, nunquinha sairia outra vez com um cara que mandasse uma mensagem em menos de dois dias. 

Claro, no mundo da solteirice não existem regras bem definidas, cada pessoa com seu par, mas existem clichês — e eles não se formam sozinhos.

Por exemplo, para um carioca como eu, saber que na maior parte dos Estados Unidos um primeiro encontro (muitas vezes só um primeiro beijo!) já é considerado o início de um relacionamento — é uma informação que parece vir de outro planeta.

Pensando nisso, fiz uma pesquisa sobre a etiqueta do date em algumas culturas mundo afora. Claro que nem todo mundo vai se comportar assim ou seguir esses passos, mas é útil saber como é geralmente — principalmente quando estamos morando fora, afinal o que fazer no primeiro encontro que é considerado aceitável? O que fazer para, em primeiro lugar, ter um primeiro encontro? 

Para tentar fugir dos estereótipos de gênero, usei um método simples: só levei em consideração informações de três ou mais fontes e também tirei 80% do meu conteúdo de fontes escritas por mulheres (os outros 20% de fontes sem identificação).

Na Austrália o ritmo é outro

A vida amorosa na Austrália é bem diferente da que temos no Brasil, em especial um detalhe importante: as coisas por lá andam mais devagar. A cultura da paquera não é tão forte, em geral os casais se formam por alguma conexão em comum ou alguma atividade, então agir de maneira muito direta pode ser intimidante para algumas pessoas. Mas, relaxe! Deixe as coisas fluírem.

Na Austrália, homens e mulheres estão convidados a dar o primeiro passo e chamar um ao outro para o primeiro encontro, mas não se assuste se muita gente também aparecer nesse primeiro date! Não é raro que um primeiro encontro seja em algum evento social e com amigos — diferente de um encontro olho no olho, como seria o esperado por nós (novamente: relaaaaxe).

Muita gente fica confusa sobre quem deve pagar a conta. Na Austrália, quem convida deve pelo menos oferecer para pagar, mas na maioria esmagadora dos casos essa oferta será recusada e a conta dividida 50/50.

Se por um lado as pessoas na Austrália demoram para se abrir por completo, elas também são muito educadas e vão fazer de tudo para serem gentis — até mesmo na hora de dar um fora.

Ah, e se não responderem no Whatsapp, é porque lá o aplicativo não é tão comum. Tente o messenger e você vai ter mais sorte!

Primeiro encontro na Argentina só depois de algumas tentativas

A vida amorosa argentina é bem mais parecida com a brasileira: um primeiro momento casual que pode evoluir para algo mais sério — mas só depois de uma conversa a respeito!

Uma coisa, porém, ficou marcada na minha pesquisa e aparentemente existe um termo importante para se aprender sobre os homens argentinos: histerico (ao pé da letra a tradução seria histérico, mas o verdadeiro significado do termo é enrolado). Todas as minhas fontes disseram o mesmo dos homens argentinos, eles vão frequentemente cancelar um encontro cinco minutos antes do horário marcado — um fator que deixa quem é de fora e também da Argentina com muita frustração!

A dica também é bem universal, quando for sair com um argentino sempre tenha um plano B!

A boa notícia para os homens argentinos (ou de qualquer outra nacionalidade) é que se ele não fizer parte do time dos histericos, ou seja, não desmarcar em cima da hora, ele vai ser muito valorizado na cultura local por ser pontual e atencioso.

O lado sexy do Japão

Os costumes das pessoas do Japão, de uma forma geral, podem parecer vir de um outro universo para quem mora do outro lado do globo.

Como na Austrália, a cultura da paquera não é tão forte no país, então cuidado com avanços muito diretos e perdoe quem simplesmente não pescar que você está a fim. Muita calma, essas pessoas vão perceber eventualmente.

Por mais que o clichê nos leve a pensar que as pessoas japonesas são tímidas e caseiras, na verdade a vida dos dates é bem ativa em Tokyo — ainda mais com tantos aplicativos de encontros disponíveis.

Um lado ruim da evolução dessa cultura é que um novo tipo de relacionamento está se tornando cada vez mais comum por lá: os sex boyfriend/girlfriend (namorado(a)s de sexo, sim, em inglês mesmo!), relações em que uma das partes quer um relacionamento mais sério e a outra usa isso só para conseguir sexo. Dependendo do que você quer, cuidado!

Outra coisa importante é que a sociedade japonesa possui os estereótipos de gênero bem mais definidos que a sociedade brasileira, o que pode ser sufocante (especialmente para mulheres). Embora seja também importante mencionar: um japonês ou japonesa que sai com alguém de fora em geral vai saber que esses estereótipos não são internacionais.

Ah, outra coisa que vale citar: apresentar para a família é um passo importante em quase todo o mundo — no Japão é quase uma proposta de noivado.

Tenha autoconfiança para namorar na França

O fator mais importante da solteirice na França é este: autoconfiança. Você deve demonstrar autoconfiança no seu senso de humor, no jeito como você se veste e — acima de tudo — na sua linguagem corporal.

Na França, alguns tabus não fazem sentido. Enquanto no Brasil provavelmente se evitaria política e religião como tópicos no primeiro encontro, por lá as pessoas estão mais do que dispostas a mergulhar nesses assuntos — afinal sua visão de mundo é importante na hora de tentar um relacionamento (qualquer que seja ele).

Pode parecer um clichê bobo, mas quase todas as fontes que eu conferi comentaram da importância das roupas: não é sobre se vestir bem, mas é sobre o que as suas roupas revelam sobre quem você é — mesmo os homens, que na cultura brasileira são vistos como menos ligados em moda, vão prestar atenção nessa mensagem. Isso bate diretamente contra a minha experiência pessoal saindo com uma francesa, mas como tantas outras pessoas comentaram, achei que valeria citar aqui.

Outra coisa importante é o lugar e o momento do primeiro beijo: enquanto uma pista de dança ou um bar são considerados coisas bem casuais, um beijo em um café ou parque representa algo diferente — um início de uma história mais séria.

No final das contas, o importante é se comunicar! 

Não importa a cultura e não importa o lugar: é fundamental para um casal bem-sucedido que as informações fluam. Use essas dicas como uma ideia vaga e não como um caminho único, afinal cada caso é um caso, e pessoas são diferentes em todas as partes do mundo. 

Mas, uma coisa é certa: aproveite para fazer as boas perguntas na língua certa!

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