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Namorar em outras línguas: como um namorado francês me ajudou a ficar fluente

Meu namoro com um francês já começou como uma salada linguística: nos conhecemos no Japão quando estudávamos japonês, falávamos inglês e agora mudamos para o francês. Dessa experiência, tirei quatro dicas valiosas de como aprender um novo idioma.

Escrito por Piti Koshimura

Meu namoro com um francês já começou como uma salada linguística, porque nos conhecemos no Japão quando estudávamos japonês. Mas como o nosso nível no idioma não era tão avançado, acabávamos nos falando em inglês, língua que nós dois dominávamos mais. Depois de um tempo juntos, resolvi mergulhar nos estudos de francês – pelo qual eu admito sempre ter tido uma quedinha. Conforme ia aprendendo, fui me deixando levar pelo charme dessa língua tão rica, complexa e de pronúncia irresistível. Pouco a pouco, fomos deixando o inglês de lado e adotando cada vez mais o francês nas nossas conversas, até que ele se tornou o nosso "idioma oficial".

Transitar de uma língua mais familiar, no meu caso, o inglês, para uma língua que ainda não está tão sólida na cabeça pode não ser tão simples para alguns casais. Vejo que muita gente fica inibida e acaba deixando de se aprofundar no idioma do parceiro(a). No meu caso, isso foi acontecendo de uma forma natural porque, além da minha vontade de me tornar fluente na língua, meu namorado sempre me incentivou – até mesmo de formas não muito ortodoxas.

Compartilho aqui algumas coisas que ele faz (e também que não faz) que me ajudam muito a destravar o francês e melhorar a minha fluência.

Não tira sarro do jeito que eu falo.

Pode parecer uma bobagem, mas para quem está na fase de aprendizado, isso é um baita alívio – ainda mais vindo da pessoa que mais queremos impressionar! Sempre me senti confortável para me expressar em francês, mesmo sabendo que não estava conjugando corretamente os verbos, que usava os pronomes nos lugares errados e que trocava o feminino pelo masculino. Minha pronúncia, principalmente a daquele R francês que a gente pronuncia na garganta, poderia provocar gargalhadas em algumas pessoas, mas mesmo assim tudo o que ele me falava era que meu sotaque era mignon, ou seja, fofo.

Corrige meus erros.

Ser interrompida no meio de uma história é realmente um pouco desagradável, ainda mais quando se trata de apontar erros gramaticais. Mas, no fundo, sei que essas correções rolam com a melhor das intenções e são necessárias para poder melhorar meu francês. Normalmente, pessoas que não têm tanta intimidade com você não se sentem à vontade para corrigir seus erros e isso faz com que você continue cometendo-os sem se dar conta. Então é ótimo poder contar com um professor particular – e gratuito.

Incentiva e tem paciência.

Raciocinar e se expressar numa outra língua pode levar mais tempo – o que requer mais paciência de quem fala e também de quem escuta. Muitas vezes, quando o assunto está muito complicado e estou prestes a mudar para o inglês, meu namorado me incentiva a continuar falando em francês, mesmo que eu conte as coisas de um jeito mais simples. Sempre que isso acontece, eu respiro fundo, organizo a minha cabeça e sigo firme falando francês.

Ama discussões.

Quando convivemos com franceses, temos de estar preparados para discutir sobre tudo. Eles adoram um debate, e fazem disso uma paixão nacional. Gostam de argumentar, de questionar o seu raciocínio e até mesmo de contrariar o que você diz só para ver até onde vai a sua lógica. As nossas discussões acabaram virando um termômetro do meu nível de francês. Antes, sempre que a conversa começava a esquentar, eu automaticamente mudava do francês para o inglês. Com o tempo, conforme meu francês ia melhorando, eu conseguia raciocinar mais rapidamente e expor minhas ideias sem ter de apelar para outra língua. Teve até uma vez em que ele ficou me provocando de propósito só pra ter o gostinho de me ver discutindo e me virando em francês. No final eu já estava exausta, mas ele parecia contente: "olha só, você progrediu tanto que a gente consegue até brigar em francês".

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