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Cinco razões para incluir uma nova língua em suas resoluções de Ano Novo

Julie Krauniski, nossa RP, listou as 5 razões para incluir um novo idioma nas suas resoluções de Ano Novo. Feliz 2017!

Escrito por Julie Krauniski

1. Sair da Crise

De acordo com uma pesquisa da Catho, o domínio de um idioma estrangeiro pode aumentar o salário em até 52%. Contudo, apenas 5,1% dos brasileiros têm algum conhecimento em inglês, segundo uma pesquisa do British Council Brazil. Desses 5,1%, somente 16% falam o idioma fluentemente. Isso quer dizer que apenas 0,8% (1,6 milhão) dos brasileiros é bilíngue. Já na Alemanha, por exemplo, 66% falam pelo menos uma segunda língua e 28% dominam dois idiomas estrangeiros*. Assim, dominar um segundo ou terceiro idioma idioma no Brasil destaca qualquer profissional, uma vez que esta é uma habilidade que poucos dominam. Consequentemente, as chances desses poucos serem demitidos em momentos de crise são quase improváveis.

Já quem está desempregado pode apostar na aprendizagem de uma nova língua para conseguir um novo trabalho ou até se candidatar a vagas no exterior. A brasileira Sarah Luisa Santos, 31 anos, é Gerente de Conteúdo na Babbel, uma empresa de ensino on-line de idiomas sediada em Berlim, na Alemanha. Além do português, ela fala espanhol, inglês e alemão. Sarah afirma que não teria sido contratada por uma das empresas mais importantes da cena tech de Berlim se não fosse seu conhecimento de línguas: “Estudei Artes Visuais na Belas Artes de São Paulo e trabalhei como repórter na Editora Abril. Contudo, minha formação acadêmica e minhas experiências profissionais não seriam suficientes para trabalhar no exterior se eu não falasse pelo menos inglês fluentemente”.

*Fonte: Die Europäischen Bürger und Ihre Sprachen, página 18.

2. Divertir-se Mais

Para Matthew Youlden, linguista de Manchester, na Inglaterra, diversão foi a primeira razão pela qual ele aprendeu um idioma estrangeiro. Matthew começou a estudar espanhol com oito anos. Nessa idade, só se faz alguma coisa por diversão ou imposição dos pais. Geralmente uma anula a outra. “Decidi aprender espanhol numa praia da Espanha. “A reação positiva das pessoas ao verem minhas tentativas de falar a língua delas foi imediata - tudo o que eu precisava para me convencer de que aquilo era divertido”, conta Matthew. Mais tarde, ele acabou estudando Linguística e Tradução em Berlim e em Barcelona. Hoje ele é fluente em nove idiomas e tem bons conhecimentos em cerca de vinte.

3. Fazer Novas Amizades

Tandem também é uma maneira divertida de adquirir fluência e fazer amigos gringos. A ideia são encontros semanais de duas pessoas que estão estudando a língua materna uma da outra. Por exemplo: um brasileiro que está estudando inglês e um americano que está estudando português. Além de cada um treinar o novo idioma com um falante nativo, ganha-se um amigo. Os encontros podem ser os mais diversos: em um bar, restaurante, café, livraria, parque, exposição…

4. Viajar Mais e Melhor

É possível aproveitar muito mais as férias no exterior quando domina-se a língua falada no país de destino. As chances de se perder e pagar muito mais por produtos e serviços diminuem consideravelmente. Mesmo que o sotaque entregue que trata-se de um estrangeiro, as pessoas percebem que você não é apenas mais um turista, mas alguém que conhece a cultura ou até mora no país. Ser visto com outros olhos ajuda o viajante a sentir-se mais à vontade e desfrutar de experiências que talvez não seriam possíveis sem o conhecimento linguístico. Por exemplo: ir a uma peça teatral, assistir um filme nacional no cinema e fazer amizades. Transitar como quiser e poder contar com a ajuda do melhor guia que existe – a interação humana – não tem preço.

5. Descobrir um Novo Você

Poliglotas sempre dizem que mudam de personalidade de acordo com cada idioma. O humor é um ótimo exemplo, porque é criado a partir da bagagem cultural específica de cada língua. Portanto, mesmo fluente em um idioma estrangeiro, pode ser que um brasileiro se comporte de maneira mais introvertida ao falar inglês, por exemplo. Isso porque o que é engraçado no Brasil, não faz sentido nos Estados Unidos.


O mesmo acontece com certas expressões e gestos. Tente falar que alguém “se sente a última bolacha do pacote” ou que sua “batata está assando”. Nos países nórdicos, gesticula-se muito pouco. Mas uma vez que um dinamarquês aprende italiano ou português, por exemplo, ele provavelmente começará a usar mais as mãos ao falar.



Portanto, pode ser que um brasileiro engraçado se torne sério ao falar alemão e um britânico apático se mostre bastante expressivo ao falar italiano. Um novo idioma pode acabar sendo uma interessante jornada ao auto-conhecimento.

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