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As 6 línguas mais fáceis de aprender se você já fala português

Vocabulário, gramática e ortografia: você já tem uma boa parte do caminho andado para essas línguas. Neste artigo, nossa colaboradora Ana Freitas lista quais idiomas são mais fáceis para aprender se você já fala português.

Escrito por Ana Freitas

Ilustrado por Jana Walczyk

O português é a língua oficial de 250 milhões de pessoas ao redor do mundo: ele é falado não só em países da Europa, da América do Sul e da África, mas também em Macau, na China. Falar português é legal não só por conta da enorme e riquíssima produção cultural nesse idioma, mas também porque se trata de uma língua de origem latina — e isso significa que uma série de idiomas se torna imediatamente superacessível para quem fala português.

Listamos os seis idiomas mais fáceis de aprender se você é falante nativo de português. E avisamos: nem todos são escolhas óbvias!

6. Holandês

Se seu contato com a língua holandesa foi superficial, pode ser que você a tenha achado um pesadelo. Todos aqueles jotas antes de consoantes e ditongos esquisitos, como em huis, não tornam, mesmo, o holandês uma escolha amigável. O segredo para esse idioma está na compreensão fonética: uma vez que você aprende a pronunciá-las adequadamente, as palavras de repente começam a soar mais familiares. É sério!

Acontece que há muita influência do francês e do espanhol na língua holandesa. A base desse idioma, é claro, está muito mais próxima do alemão e das línguas escandinavas. Mas a Holanda esteve sob domínio espanhol de 1556, quando a coroa holandesa passou a ser de propriedade do rei Filipe II, da Espanha, a 1648, quando a independência foi reconhecida formalmente.

Nesse período, a influência cultural trouxe algumas palavras espanholas para o vocabulário holandês – e, mesmo depois disso, a proximidade geográfica com a França e a Bélgica também rendeu vocábulos que se parecem com os do português. Das línguas germânicas, portanto, talvez o holandês seja aquela com mais influência das línguas latinas.

babbel_flag QUER APRENDER HOLANDÊS?

5. Inglês

Por essa você não esperava — mas a verdade é que o inglês não é uma língua assim tão difícil para os falantes de português. Em primeiro lugar, a língua portuguesa tem uma gama bastante ampla de fonemas, o que facilita o aprendizado de alguns dos fonemas mais difíceis da língua inglesa. Os únicos sons que, de fato, não temos são o "r" de palavras como street e room e o "th" de this e thanks. Esses são os fonemas que demandam mais esforços, mas a maioria dos sons são bem familiares para falantes lusófonos.

Em segundo lugar, a influência latina na língua inglesa é muito forte, o que facilita bastante a compreensão do vocabulário. Duvida? Uma lista curtinha é capaz de provar isso! Todas as palavras a seguir são derivadas do latim. Tenho certeza de que você consegue deduzir o que significam, mesmo sem falar inglês: article, aspect, company, creative, contract, example, history, human, revolution, student, supermarket,telephone, traditional, vocabulary

babbel_flag QUER APRENDER INGLÊS?

4. Romeno

Apesar de todas as influências eslavas, um falante de português não vai se ver muito perdido se decidir viajar para a Romênia. A principal origem do romeno está no latim e, por isso, o português e o romeno guardam muitas semelhanças, tanto de gramática quanto de vocabulário. É curioso viajar até um país no Leste Europeu, rodeado de nações com alfabetos diferentes e línguas de outras origens, e ler birou de bilete escrito sobre uma placa em uma bilheteria.

Tire a prova você mesmo: acesse o verbete sobre a Romênia em romeno no site Wikipedia e veja o quanto você consegue entender.

3. Francês

O desafio do francês está na fonética, muito diferente daquela à qual estamos acostumados na língua portuguesa. No entanto, a gramática, a grafia, os tempos verbais… tudo isso está muito próximo do português.

Por conta do esforço que um falante nativo de português precisa dedicar ao aprendizado dos fonemas da língua francesa, ela ganha o terceiro lugar da nossa lista. Mesmo assim, e falo por experiência própria, trata-se de um idioma em cuja imersão e um pouco de estudo já basta para que seja possível se comunicar. E dá muito orgulho: se escutar falando uma língua que soa tão bonita é uma massagem no ego.

babbel_flag QUER APRENDER FRANCÊS?

2. Espanhol

Sim, o espanhol vem em segundo lugar. O português e o espanhol surgiram, em momentos diferentes e com muitas ramificações, do mesmo idioma: o latim proto-romântico, uma das versões do latim vulgar falado na península ibérica. Dois dos dialetos que se formaram na região deram origem ao espanhol e ao português: o castelhano se tornou o espanhol; o galego se desdobrou e deu origem ao português que conhecemos, embora ainda seja falado em uma forma próxima da original na região da Galícia, na Espanha.

Não é necessário destacar o quão semelhantes são esses dois idiomas. Aliás, o português e o espanhol são tão parecidos que chegam a confundir aqueles que se aventuram a aprender as duas línguas. Para a sorte dos falantes nativos de português, nossa gama de fonemas é mais ampla do que a dos hispânicos, o que torna mais fácil para nós a tarefa de aprender a pronunciar os sons em espanhol. Afinal, a língua espanhola tem menos fonemas que o português.

Só é preciso ficar esperto com os falsos cognatos, as palavras iguais com significados muito diferentes. No entanto, as línguas são tão parecidas que é possível aprender "regras de conversão" de um idioma para outro que funcionam com a maioria das palavras: o que em português termina com "ão" em espanhol costuma terminar com "ón" (como em "melão" e melón); algumas palavras que começam com "f" em português começam com "h" em espanhol (como em "fada" e hada); quando elas começam com "ch" em português, basta trocar para "ll" em espanhol ("chorar" e llorar); e algumas vezes a letra "v" no português vira "b" no espanhol ("varrer" e barrer). Com essas e outras regras na ponta da língua, um falante de português só precisa aprender as exceções para garantir fluência.

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1. Italiano

O italiano vem em primeiro lugar por uma única razão: além de se parecer com o português no que se refere à gramática e ao vocabulário (o que também acontece no caso do espanhol), o italiano tem também uma fonética mais simples para nós. Um falante nativo de português, especialmente se ele tiver sotaque paulistano, terá pouca ou nenhuma dificuldade em reproduzir os sons das palavras em italiano. Na verdade, eles são quase idênticos aos fonemas que já estamos acostumados a pronunciar em português.

A única diferença, na verdade, é o som do "ch". Em português, ele tem o mesmo som do "x". Em italiano, porém, é pronunciado com o som de "qu". Agora que você já sabe disso, pode tranquilamente comprar um livro em italiano, ler palavra por palavra e ter a segurança de que será entendido por um falante nativo do idioma de Dante (com a vantagem de que você entenderá, de cara, uns 40% do que está escrito).

A principal diferença entre o italiano e o português está no uso dos verbos auxiliares para comunicar ações no passado e na flexão de gênero em alguns tempos verbais. Isso mesmo: uma mulher diria io sono stata qui (eu estive aqui), enquanto um homem diria io sono stato qui. Ou seja: o verbo concorda com o gênero de quem o fala. Além disso, a flexão para o passado não é simples, como em "estive", e sim composta, formada pelo verbo auxiliar no passado e pelo particípio.

babbel_flag QUER APRENDER ITALIANO?

*Este texto foi alterado em 11.10.2017 - mudamos o páragrafo sobre o idioma espanhol e sua origem.

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